KPIs – Como defini-los para a atividade jurídica

aDoc • 20 de março de 2022

Todos os aspectos de um negócio exigem KPI 's, e a atividade jurídica não é exceção a essa regra. Para escalar negócios gerenciando volumes crescentes de contratos, os KPI’s jurídicos são fundamentais...

Como você define os KPIs (Key Performance Indicators) para os negócios do setor jurídico? Como você os acompanha e quais são as métricas relevantes para serem monitoradas? Vamos entender como criar uma equipe jurídica orientada por dados.

KPI X atividade jurídica

Todos os aspectos de um negócio exigem KPIs, e a atividade jurídica não é exceção a essa regra. Para escalar negócios gerenciando volumes crescentes de contratos, os KPIs jurídicos são fundamentais para mensurar o sucesso no seu escritório de advocacia ou departamento jurídico, bem como essenciais para identificar áreas problemáticas antes que resultem em risco.

Mas o que são KPIs legais, como você pode defini-los e qual é a melhor forma de rastreá-los em 2022? É o que vamos explorar neste artigo. Acompanhe!

O que são KPIs legais (indicadores-chave de desempenho)?

Os principais indicadores de desempenho são amplamente utilizados nos negócios. Dizem respeito às métricas que a empresa, suas equipes ou funcionários individuais rastreiam para avaliar o sucesso da atividade. As equipes jurídicas - principalmente em negócios de alto crescimento e volume - também têm KPIs para garantir que estejam buscando os objetivos da empresa. Os KPIs da equipe jurídica geralmente estão relacionados à capacitação dos negócios, uma parte fundamental para garantir suporte a um processo de contrato rápido e eficiente que permita o crescimento contínuo de receita. 

Por que você precisa de KPIs para atividade jurídica?

Para a atividade jurídica interna conduzida nas empresas, os dias de ser visto simplesmente como um centro de custo acabaram. Assim como o departamento jurídico não pode ser aquele que apenas diz 'não', também não pode ser reativo a ponto de negar monitorar e cumprir progresso em relação às metas.

Os advogados das empresas devem usar o seu know how ​​em projetos, iniciativas e processos que movem a atividade. Se todas as outras equipes estão provando seu valor movendo números - seja receita, leads gerados, entre outros -, o jurídico também precisa provar seu valor.

Então, como você define e acompanha os KPIs que medem o sucesso do departamento jurídico?

Trabalhando com dados legais

As faculdades de direito raramente preparam os futuros advogados para trabalhar com dados e métricas nas suas atividades. Outros profissionais, que tratam de finanças ou produtos, chegam às empresas prontos para atuar com números todos os dias, enquanto para os advogados que irão atuar nas empresas representa uma curva de aprendizado mais acentuada a enfrentar.

Há algumas coisas importantes a serem lembradas quando se trata de trabalhar com dados:

  • Os dados são essenciais, mas não são suficientes: você precisa saber quais problemas deseja resolver, ao invés de contentar-se em coletar dados.
  • Nem todos os dados são úteis: é importante filtrar nos estágios iniciais, para garantir que você esteja medindo coisas que são realmente úteis e relevantes.
  • Obter dados nem sempre significa novas tecnologias: você pode usar muitos dos sistemas e soluções que já possui. Planilhas eletrônicas é, possivelmente, a tecnologia jurídica mais subutilizada que há.
  • Existe uma diferença entre ter dados e ser orientado por dados: os colegas podem precisar de treinamento para lidar com dados, executar experimentos, visualizar resultados e assim por diante. Sem dúvida, você também precisa incutir essa cultura na organização.

Antes de mais nada, tenha esses pontos em mente ao começar a criar e rastrear KPIs legais.

Então, como definir KPIs para a atividade jurídica?

Para chegar ao ponto em que você possa definir KPIs para a atividade jurídica, você precisa entender duas coisas:

1. O que a empresa deseja alcançar?

Seus objetivos precisam estar alinhados com os objetivos do negócio. Isso deveria ser óbvio, mas muitas vezes precisa ser reiterado. Por exemplo, se a empresa tiver uma meta de receita específica, neste caso seus KPIs deverão ser métricas que possam influenciar a meta de receita.

2. O que a empresa deseja que você alcance?

Este é um ponto mais sutil. Os advogados têm uma grande compreensão de quais acreditam ser suas responsabilidades, quando se trata de gerenciar riscos e apoiar a empresa em questões jurídicas. Mas é menos comum que as equipes jurídicas realmente façam o óbvio e perguntem diretamente a seus colegas sobre o que desejam. Onde seus colegas comerciais mais valorizam sua contribuição? Quando e como eles gostariam que esse serviço fosse entregue?

O que considerar ao definir KPI’s para atividade jurídica

Uma vez que você tenha uma forte compreensão do que vai influenciar os KPIs do seu departamento ou escritório jurídico, é vital que você crie KPIs que sejam atingíveis, mensuráveis ​​e relacionados aos resultados desejados. Isso é melhor alcançado considerando as seguintes perguntas:

  • Este KPI está diretamente relacionado ao objetivo que você está tentando alcançar?
  • Quais dados são necessários para medir o progresso em relação a este KPI?
  • Quem é responsável por monitorar os dados para este KPI?
  • Quem tem acesso aos dados para este KPI?
  • Existe uma única fonte de onde os dados podem ser acessados ​​com precisão?
  • Com que frequência os dados serão rastreados e atualizados?
  • A medição desse KPI vale o esforço necessário para rastreá-lo?

Quais KPIs comuns à atividade jurídica você deve monitorar?

Tendo feito todo esse trabalho de base importante, agora você está pronto para começar a rastrear e trabalhar com números, a fim de relatar os KPIs para a empresa.

Na atividade jurídica algumas métricas tendem a surgir repetidamente. É importante deixar claro que nem sempre essas são as métricas mais precisas para sua empresa em particular, mas são definitivamente comuns à maioria das equipes jurídicas em empresas de alto crescimento.


1. Trabalho recebido

Isso deve ser classificado por data/hora e tipo de projeto. Isso dá à equipe jurídica e ao setor financeiro uma visão clara do que está realmente em seu pipeline.

O acompanhamento desse KPI incentiva um gerenciamento de trabalho mais eficiente e garante que cada projeto tenha recursos e preparação adequados.

Se você possui um software de automação de documentos e contratos que permite que suas equipes comerciais se auto-atendam em contratos, isso também significa que você pode delegar o trabalho de acordo com seu valor, permitindo que o jurídico retorne ao trabalho de maior valor. 

2. Tempo e custo por temática

Esses podem ser cálculos aproximados em vez de incrementos minuto a minuto, mas esse tipo de dados destaca os gargalos e pode ajudar a justificar recursos adicionais quando necessário. Também pode funcionar como uma indicação dos recursos necessários para futuros temas de natureza e tamanho semelhantes.

3. Gastos externos / Gastos internos

Reduzir os gastos externos da atividade jurídica geralmente é um objetivo para praticamente qualquer advogado, sendo fácil de acompanhar em um painel. Você pode dar um passo adiante e categorizar os gastos de acordo com o risco e a complexidade associados ao projeto.

Esse KPI é popular para comparação com os gastos internos no departamento jurídico, pois dá uma imagem mais clara de qual porcentagem de trabalho e gastos é realizada interna e externamente.

4. Tempo de revisão do contrato

Muitas vezes, a movimentação desse número é o principal motivador para equipes jurídicas investirem em softwares de automação de contratos. Isso ocorre porque ajuda a provar legalmente que eles não estão bloqueando contratos e impulsiona um fluxo de trabalho mais eficiente e transparente. 

5. Valor médio do contrato

Embora o acompanhamento desses números dependa principalmente das receitas, é sempre útil que os departamentos jurídicos saibam o nível em que sua atividade afeta.

Manter um olhar atento sobre esse KPI é uma ótima maneira do jurídico ficar à frente no conhecimento de suas responsabilidades e antecipar quando seu suporte será necessário. 

6. Atividades/Contratos por advogado

É uma boa prática que qualquer advogado saiba em quantos projetos ou contratos está trabalhando concomitantemente. Esse KPI jurídica não apenas garante que o trabalho seja distribuído de forma sustentável, mas também fornece maior visibilidade em toda a empresa sobre quem está gerenciando o quê, o que elimina a necessidade de identificar os principais interessados ​​em um contrato.

Chegamos ao fim das nossas dicas de como implementar KPIs em seu escritório ou departamento jurídico e, como percebemos até aqui, os dados são o que norteiam essas métricas. Em vista disso, recomendamos também a leitura do nosso artigo: O que são os metadados do seu contrato? E por que você deveria utilizá-los?

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Este é o indicador-mestre de eficiência operacional que revela quanto tempo o negócio espera para formalizar acordos e quanto custo invisível existe no processo. Por que importa Ciclo longo significa oportunidades perdidas. Vendas travadas enquanto o contrato "está no jurídico". Fornecedores críticos que desistem da parceria porque a aprovação demora semanas. Projetos que atrasam porque o escopo não pode começar sem formalização. O tempo de ciclo não é apenas métrica de processo. É métrica de competitividade. O principal é segmentar por tipo contratual. Um NDA não pode demorar o mesmo que um contrato de joint venture. A complexidade varia, o risco varia, e o SLA precisa refletir isso. Exemplo prático Empresa com maturidade baixa: NDAs: 12 dias (problema grave) Contratos de fornecimento padrão: 35 dias Contratos comerciais: entre 20 e 90 dias (variação extrema) Contratos de tecnologia: 60 dias Empresa com maturidade alta: NDAs: 1 dia (template + assinatura eletrônica) Contratos de fornecimento padrão: 5 dias Contratos comerciais: 15 a 25 dias (variação controlada) Contratos de tecnologia: 30 dias O que a métrica revela Variação extrema indica falta de padronização. Se contratos comerciais oscilam entre 20 e 90 dias, não há processo real. Cada contrato segue um caminho diferente, com gargalos que aparecem de forma imprevisível. Ciclos muito longos em contratos simples indicam ineficiência estrutural. Um NDA que demora 12 dias significa que aprovações estão desorganizadas, templates não existem ou assinatura é manual e depende de agenda de executivos. Como usar para decisão Se NDAs demoram mais de 3 dias, automatize com template + assinatura eletrônica. Se contratos de fornecimento demoram mais de 10 dias, revise alçadas e elimine aprovadores desnecessários. Se a variação é alta, identifique os 3 contratos mais rápidos e os 3 mais lentos do último trimestre e mapeie a diferença no fluxo. 2. Tempo em aprovação: média por área, identificando gargalos específicos O que mede Quanto tempo cada etapa de aprovação consome dentro do ciclo total. Este indicador decompõe o ciclo e identifica onde o processo realmente trava. Por que importa O ciclo total pode parecer razoável, mas esconde gargalos críticos. Talvez jurídico aprove em 1 dia, mas financeiro leva 10 dias porque não há critério claro de priorização. Ou talvez diretoria demore 7 dias porque aprova contratos que poderiam ser resolvidos em alçada inferior. Medir por área permite intervenções cirúrgicas. Não adianta acelerar jurídico se o problema está em compras. Não faz sentido contratar mais advogados se a lentidão vem de aprovadores que não respondem no prazo. Exemplo prático Breakdown de um ciclo de 22 dias: Intake e criação: 2 dias Revisão jurídica: 3 dias Aprovação jurídico: 1 dia Aprovação compras: 1 dia Aprovação financeiro: 9 dias ← gargalo Aprovação diretoria: 4 dias ← gargalo secundário Negociação com contraparte: 2 dias O que a métrica revela Se financeiro demora 9 dias, pode ser falta de SLA, acúmulo de demanda sem priorização, ausência de critérios claros para decisão ou simplesmente aprovadores que não tratam contrato como prioridade. Se Diretoria demora 4 dias, talvez contratos estejam subindo para aprovação sem real necessidade. As alçadas podem estar mal calibradas, forçando executivos seniores a aprovar contratos de baixo valor ou baixo risco. Como usar para decisão Identifique o gargalo e aja diretamente sobre ele. Se Financeiro é o problema, estabeleça SLA formal de 2 dias para aprovação, com escalonamento automático. Se Diretoria é gargalo, revise as alçadas e eleve o limite de valor que exige aprovação executiva. Configure lembretes automáticos 24 horas antes do SLA expirar. Publique o tempo médio de aprovação por área e crie accountability visível. Gargalos desaparecem quando se tornam públicos e mensuráveis. 3. Rodadas de negociação: número médio por categoria, revelando fricções O que mede Quantas idas e vindas acontecem com a contraparte até fechar o texto final do contrato. Cada rodada adicional consome tempo, desgasta relacionamento e aumenta risco de erro ou concessão não documentada. Por que importa Alta variação no número de rodadas indica que os playbooks não estão calibrados ou que equipes negociam sem padrão. Se um tipo de contrato fecha em 2 rodadas e outro demora 7, algo está estruturalmente errado. Negociação eficiente não significa ceder rápido. Significa ter clareza sobre o que é negociável, até onde é aceitável ceder e quando escalonar para aprovação especial. Playbooks bem desenhados reduzem rodadas porque já antecipam objeções comuns e oferecem alternativas pré-aprovadas. Exemplo prático Empresa com maturidade baixa: NDAs: 2,8 rodadas (problema — deveria ser automático) Contratos de compra: 4,5 rodadas Contratos comerciais: 6,2 rodadas (fricção grave) Contratos de tecnologia: 5,1 rodadas Empresa com maturidade alta: NDAs: 1,1 rodadas (praticamente automático) Contratos de compra: 2,2 rodadas Contratos comerciais: 3,5 rodadas Contratos de tecnologia: 3,8 rodadas O que a métrica revela Se NDAs têm quase 3 rodadas, o template está longe do que o mercado aceita. Provavelmente há cláusulas excessivamente restritivas que geram objeção sistemática. Se contratos comerciais têm mais de 6 rodadas, significa que o modelo inicial não reflete condições de mercado ou que a empresa está pedindo cláusulas que sabe serem inegociáveis. Isso pode ser estratégia de ancoragem, mas geralmente é apenas desalinhamento entre template e realidade. Como usar para decisão Analise os 5 contratos com mais rodadas do último trimestre. Identifique quais cláusulas geraram objeção recorrente. Se responsabilidade limitada é sempre contestada, revise a posição padrão no playbook. Se prazo de pagamento gera fricção constante, ajuste o template para refletir condições mais realistas. Cada rodada além da terceira deveria ser investigada. Pergunte: essa concessão era previsível? Deveria estar no playbook? Por que o negociador não tinha alternativa pré-aprovada? 4. Taxa de uso de modelos: percentual de contratos que seguem padrão O que mede De todos os contratos criados em um período, quantos usaram os templates oficiais aprovados pela empresa. Este indicador revela se a padronização existe apenas no papel ou se realmente governa a operação. Por que importa Template existe para garantir qualidade, velocidade e consistência. Baixa adoção significa que equipes não confiam nos modelos, não sabem que existem, acham que não cobrem casos reais ou preferem criar do zero por hábito. Cada contrato redigido fora do template é um risco. Cláusulas críticas podem estar ausentes, linguagem jurídica pode estar imprecisa e obrigações podem ser ambíguas. Além disso, contratos personalizados demoram mais, consomem mais revisão jurídica e dificultam análise comparativa. Exemplo prático Empresa com maturidade baixa: Contratos de fornecimento: 58% usam template Contratos comerciais: 42% usam template Contratos de serviço: 23% usam template (problema crítico) NDAs: 85% usam template (único ponto forte) Empresa com maturidade alta: Contratos de fornecimento: 95% usam template Contratos comerciais: 88% usam template Contratos de serviço: 82% usam template NDAs: 99% usam template O que a métrica revela Se apenas 23% dos contratos de serviço usam template, significa que cada contrato é tratado como único, aumentando tempo, custo e risco. Pode indicar que o template está desatualizado, que cobre apenas casos genéricos ou que falta treinamento sobre como adaptá-lo. Baixa adoção também revela problema cultural. Equipes podem acreditar que "nosso caso é diferente" ou que templates engessam negociação. Isso geralmente é mito. Templates bem desenhados têm flexibilidade em campos variáveis sem comprometer cláusulas essenciais. Como usar para decisão Identifique por que contratos não usam template. Crie categorias, como template não existe, template é inadequado, equipe não sabe que existe, equipe prefere personalizar. Cada categoria exige ação diferente. Se o template é inadequado, atualize com base em casos reais. Se equipe não sabe, treine e documente quando usar cada modelo. Se preferem personalizar, mostre dados: quanto tempo a mais demora um contrato sem template? Quantas rodadas a mais de revisão jurídica consome? Torne o uso de template obrigatório para contratos de baixa complexidade e crie trilha de aprovação especial para quem precisa sair do padrão. 5. Completude de metadados: percentual de contratos com cadastro completo O que mede Quantos contratos no repositório têm todos os metadados obrigatórios preenchidos corretamente. Metadados são as informações estruturadas que tornam contratos pesquisáveis, governáveis e monitoráveis. Por que importa Sem metadados, repositório vira arquivo morto digital. Você sabe que tem um contrato com determinado fornecedor, mas não consegue encontrá-lo rapidamente. Você sabe que há contratos vencendo este mês, mas não sabe quais. Você quer analisar todos os contratos com cláusula de exclusividade, mas não há forma de filtrar. Metadados críticos incluem: vigência, data de renovação, valor, owner responsável, centro de custo, tipo contratual, criticidade, obrigações principais, condições de rescisão e reajuste. Cada campo ausente é uma capacidade perdida. Exemplo prático Empresa com maturidade baixa: Contratos de 2024: 62% com metadados completos Contratos de 2023: 38% (migração mal feita) Contratos de 2022 e anteriores: 8% (legado perdido) Metadados mais ausentes: Data de renovação: ausente em 45% dos contratos Owner responsável: ausente em 38% Obrigações principais: ausente em 71% O que a métrica revela Se apenas 62% dos contratos recentes têm cadastro completo, o problema está no processo de armazenamento. Pode ser que o intake não exija metadados, que o CLM não bloqueie cadastro incompleto ou que a equipe preencha campos de forma inconsistente. Se data de renovação está ausente em 45% dos contratos, a empresa opera cega sobre vencimentos futuros. Renovações automáticas acontecem sem debate prévio e oportunidades de renegociação são perdidas. Como usar para decisão Defina metadados mínimos obrigatórios por tipo contratual. Bloqueie cadastro sem esses campos. Configure validação automática: data de renovação precisa ser posterior a data de assinatura, owner precisa ser um usuário ativo no sistema, valor precisa estar em formato monetário. Crie mutirão de regularização para contratos críticos sem metadados. Priorize por valor e risco. Se não há recursos para regularizar tudo, foque nos 100 contratos mais relevantes. Publique a taxa de completude por área. Conclusão: métricas como sistema de aprendizado Indicadores de maturidade não servem apenas para diagnóstico, mas funcionam como sistema de aprendizado contínuo. Cada métrica mal posicionada revela onde investir. Cada melhoria mensurável gera confiança no processo. Cada ciclo de medição alimenta o próximo ciclo de decisão. Empresas que dominam essas métricas não operam contratos por hábito ou memória, mas operam por dados. As empresas sabem exatamente quanto tempo cada tipo contratual demora, onde estão os gargalos, quais cláusulas geram fricção recorrente e quais contratos exigem atenção imediata. A maturidade não aparece em um movimento único, mas é construída decisão por decisão, trimestre por trimestre. O que começa como esforço de medição termina como vantagem competitiva.
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