10 tendências de IA generativa em 2026 que vão transformar a produtividade

7 de novembro de 2025

A IA generativa está deixando de ser novidade para virar infraestrutura do dia a dia. Em 2026, ela já não será apenas “a ferramenta da moda”, mas parte orgânica do jeito como estudamos, trabalhamos, consumimos conteúdo e até nos relacionamos com a tecnologia.


Desde a popularização de modelos conversacionais em 2023, vimos um salto no uso de máquinas capazes de produzir textos, imagens, vídeos, código e até dados sintéticos em escala. Ao mesmo tempo em que surgem ganhos claros de produtividade e criatividade, crescem também dúvidas sobre direitos autorais, viés, impacto no emprego e privacidade.


Nos próximos 12 meses, a tendência é de mais integração, mais automação e mais tensão regulatória. A seguir, dez movimentos que devem marcar 2026.


Leia também: Como a inteligência artificial está transformando as práticas jurídicas no setor legal


1. Vídeo generativo


Se 2023 foi o ano dos textos e 2024–2025 consolidaram imagens e apresentações, 2026 tende a ser lembrado como o momento em que vídeo generativo ficou “bom o suficiente” para grandes produções.


Estúdios e plataformas de streaming já testam IA para:

  • criar cenas, ambientes e efeitos visuais de forma muito mais rápida;
  • reduzir custos em animação e pós-produção;
  • prototipar versões diferentes de uma mesma cena para públicos distintos.


Produções de grande porte começam a admitir, sem constrangimento, que partes relevantes foram criadas ou aceleradas por IA. De fato, essa tendência não elimina equipes humanas, mas reposiciona funções, levando a menos trabalho pesado de renderização quadro a quadro, mais curadoria, revisão artística e direção criativa.


2. Autenticidade vira diferencial competitivo


Com tanto conteúdo produzido por IA, “soar humano” passa a ser ativo estratégico.


Em 2026, tende a ganhar espaço quem:

  • mostra bastidores, erros e decisões reais;
  • traz experiências vividas, não apenas resumos genéricos;
  • assume uma voz própria, com posicionamento consistente.


Textos, vídeos e posts feitos com IA continuarão úteis para transmitir informação rápida, mas o público ficará cada vez mais sensível ao texto genérico. Marcas e criadores que combinarem IA com profundidade, opinião e contexto vão se destacar em meio ao ruído.


3. Direitos autorais viram campo de batalha permanente


A disputa em torno de obras protegidas utilizadas para treinar modelos deve esquentar ainda mais. De um lado, empresas de tecnologia argumentam que precisam de grandes volumes de conteúdo humano para que a IA aprenda padrões de linguagem, imagem e som. De outro, artistas, veículos de mídia, fotógrafos, músicos e escritores questionam o uso de seu trabalho sem consentimento ou remuneração.


Em 2026, é razoável esperar:

  • mais processos judiciais envolvendo grandes modelos de IA;
  • discussões públicas sobre remuneração, licenciamento e “opt-out”;
  • primeiros movimentos regulatórios mais concretos em propriedade intelectual aplicada à IA.


O desafio será encontrar um ponto de equilíbrio entre inovação tecnológica e proteção de direitos, sem matar nem o avanço nem o sustento de quem cria.


4. De chatbots a agentes que “trabalham sozinhos”


Os modelos conversacionais deixam de ser apenas sistemas reativos que respondem perguntas e geram conteúdo sob demanda. A tendência é que se transformem em agentes capazes de perseguir objetivos ao longo do tempo, tomando decisões intermediárias.


O que muda na prática?

  • agentes passam a interagir com vários sistemas (agenda, e-mail, aplicativos internos);
  • executam cadeias de tarefas sem supervisão constante;
  • atualizam o usuário apenas quando algo importante acontece ou quando precisam de validação.


Em vez de pedir “faça X” a cada momento, o usuário define “quero chegar a tal resultado, dentro destes limites”. O agente combina consultas, geração de conteúdo e ações externas para aproximar-se desse objetivo.


5. IA generativa com foco em privacidade


Conforme organizações levam a IA generativa para o coração dos seus processos, a preocupação com dados pessoais, informações sensíveis e sigilo de negócio aumenta, o que impulsiona:


  • modelos rodando localmente ou em nuvens dedicadas, com dados sob controle da empresa;
  • arquiteturas em que o processamento é feito “na borda”, em dispositivos dos usuários;
  • soluções que incorporam criptografia, anonimização e minimização de dados por padrão.


Fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de plataformas começarão a competir também em torno do discurso de privacidade e segurança como diferenciais de IA, não apenas desempenho bruto ou número de parâmetros.


6. Games se tornam laboratório avançado de IA generativa


O setor de jogos é um dos ambientes perfeitos para testar o potencial da IA generativa porque combina interatividade, narrativa e simulação.

Para 2026, algumas tendências fortes:

  • personagens não-jogadores que conversam de forma aberta, lembram interações anteriores e se adaptam ao estilo de cada jogador;
  • mundos e missões que se reconfiguram dinamicamente, em vez de seguir roteiro fixo;
  • ferramentas para jogadores criarem itens, mapas e histórias inteiras usando IA embutida no próprio jogo.


O resultado são experiências mais imersivas e personalizadas, ao mesmo tempo em que os estúdios ganham flexibilidade criativa e redução de custos de produção de conteúdo estático.


7. Dados sintéticos viram combustível de simulações e modelos


Além de gerar textos, imagens e vídeos, a IA generativa cada vez mais será usada para produzir dados sintéticos: conjuntos de informações artificiais, mas estatisticamente semelhantes a dados reais, o que abre espaço para:

  • treinar modelos de detecção de fraude sem expor dados de clientes;
  • simular cenários econômicos, logísticos ou clínicos sem usar bases sensíveis;
  • testar políticas públicas, estratégias de negócio ou desenhos de produto com menor risco.


Os dados sintéticos não substituem completamente dados reais, mas funcionam como camada extra para experimentação, reduzindo riscos de privacidade e ampliando a liberdade para testar hipóteses.


8. Busca generativa procura seu modelo de negócio


Assistentes de busca que respondem com resumos em linguagem natural em vez de apenas listas de links já estão alterando o comportamento dos usuários o que, por sua vez, provoca um terremoto nos modelos de monetização baseados em cliques e anúncios tradicionais.


Em 2026, gigantes da busca e novos entrantes devem:

  • experimentar formatos de anúncios integrados às respostas generativas;
  • testar formas de atribuir tráfego a sites de origem, para não matar o ecossistema;
  • explorar assinaturas, planos corporativos e integrações pagas como fonte de receita.


Do ponto de vista do usuário final, a tendência é uma busca mais conversacional, contextual e multimodal, como texto, voz, imagem e vídeo misturados no mesmo fluxo.


9. Pesquisa científica acelerada por modelos generativos


A IA generativa vem se tornando parceira de pesquisadores em áreas como:

  • descoberta de novas moléculas e fármacos;
  • desenho de materiais e estruturas;
  • análise de grandes volumes de dados astronômicos, climáticos ou genômicos.


Em vez de substituir o trabalho científico, ela funciona como multiplicador de capacidade e gera hipóteses, propõe combinações de compostos, sugere estruturas experimentais ou ajuda a interpretar resultados complexos.


Ao longo de 2026, é provável que vejamos mais estudos em que a participação de modelos generativos seja explicitamente reconhecida em artigos, patentes e relatórios técnicos.


10. Novas profissões ligadas à IA generativa


O debate sobre “empregos que vão desaparecer” vai dar lugar a uma visão mais matizada, em suma, alguns cargos se transformarão, outros serão extintos, mas novas funções claramente ligadas à IA vão ganhar espaço e salários competitivos.


Entre as principais funções:

  • especialistas em orquestrar e combinar agentes de IA com equipes humanas;
  • profissionais focados em governança, auditoria e ética de sistemas de IA;
  • curadores de dados e conhecimento, responsáveis por escolher o que entra (ou não) no treinamento de modelos;
  • perfis híbridos que entendem de tecnologia e de domínio (jurídico, saúde, finanças, marketing etc.).


A demanda se desloca de “quem sabe usar uma ferramenta” para quem sabe projetar fluxos, regras e limites para que a IA entregue valor sem aumentar riscos.


IA generativa como parte da infraestrutura da vida


A essa altura, IA generativa já não é um experimento de laboratório. Ela está se tornando o motor silencioso de muitas mudanças em como produzimos conhecimento, nos comunicamos, aprendemos e trabalhamos. As tendências de 2026 apontam para um cenário em que a fronteira entre capacidades humanas e capacidades das máquinas fica mais difusa, mas não desaparece.


Continuaremos precisando de julgamento, responsabilidade e visão de longo prazo para decidir quando confiar, quando revisar e quando dizer “não” a usos específicos da tecnologia. Organizações e pessoas que se movimentarem cedo, investirem em habilidades e adotarem uma postura de inovação responsável tendem a colher mais benefícios e sofrer menos com os efeitos colaterais inevitáveis desse novo ciclo da IA.


Fonte: Forbes



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O Contrato como dado vivo do ambiente colaborativo É hora de abandonar a visão de anexos estáticos e congelados que são enviados e recebidos sem controle, visto que um ambiente colaborativo eficaz centraliza todas as informações relevantes. Pessoas, discussões e decisões ficam reunidas em um único local. O que significa que todos trabalham em um documento vivo, onde cada alteração cada comentário e cada aprovação deixa um rastro claro e verificável. É possível saber quem fez a mudança por que ela foi feita e quando foi aprovada. Tudo é registrado de forma transparente, transformando a colaboração em um processo totalmente auditável e seguro. Além disso, a plataforma permite que múltiplas pessoas trabalhem simultaneamente no mesmo documento, com controle de acesso granular e validações registradas, otimizando drasticamente o fluxo de trabalho e a tomada de decisões. Os gargalos clássicos de uma gestão que trava Frequentemente, o problema na revisão e gestão contratual não reside na falta de competência técnica da equipe. O verdadeiro entrave está na forma como o processo foi desenhado. A antiga prática de trocar um e-mail e seguir em frente gera gargalos clássicos que comprometem a eficiência a segurança e a previsibilidade do negócio. Informação Fragmentada Comentários e sugestões chegam por diversos canais como whatsApp e-mail e reuniões presenciais, o que faz com que o contexto original se perca facilmente, dificultando a consolidação das informações e a tomada de decisões coesas. Conflito de versões Quando diferentes pessoas editam arquivos distintos ao mesmo tempo, surge a dúvida sobre qual versão deve ser considerada a final, o que leva a conflitos internos a um esforço desnecessário para reconciliar as alterações e a um risco elevado de erros. Aprovações informais Um simples ok solto em um chat ou e-mail não aponta para um texto inequívoco. A aprovação informal carece de clareza e pode gerar interpretações diversas sobre o que foi realmente validado, comprometendo a segurança jurídica. Tempo perdidos com e-mail Perder horas valiosas procurando uma decisão ou um ajuste antigo em caixas de entrada lotadas é uma realidade para muitas equipes. A falta de rastreabilidade centralizada consome tempo e recursos preciosos, desviando o foco do que realmente importa. No fim das contas, colaborar em uma plataforma dedicada não é apenas uma questão de conveniência. É uma ferramenta estratégica indispensável para ter o controle total da operação contratual, garantindo conformidade eficiência e um diferencial competitivo no mercado. Ganhos estratégicos para o seu negócio com a aDoc Ao integrar a colaboração na plataforma aDoc , os resultados são previsíveis e, em muitos casos, mensuráveis. A direção dos benefícios costuma ser a mesma, independentemente do volume de contratos ou do grau de maturidade do processo, impulsionando a maturidade contratual da organização. 1. Preservação estrutural de valor e redução de tempo O contrato deixa de ser apenas um instrumento defensivo para evitar litígios e se torna uma variável ativa na estratégia do negócio. Como todas as partes envolvidas trabalham no mesmo documento, o ciclo de ajustes e negociações é drasticamente encurtado. As decisões param de depender de quem respondeu primeiro e passam a ser tomadas por quem realmente tem a competência e a autoridade para validar, agilizando todo o processo e evitando a erosão de margem financeira que cláusulas desequilibradas podem causar ao longo do tempo. 2. Alinhamento estratégico e objetividade Quando os departamentos jurídico de compras e comercial comentam e interagem no mesmo contexto, a chance de mal-entendidos é significativamente reduzida. As discussões se tornam mais objetivas e focadas, pois o texto do contrato está ali visível para todos, eliminando a necessidade de anexos e versões paralelas. Isso promove um alinhamento estratégico que transforma o jurídico de um gargalo em um habilitador do negócio. 3. Precisão consistência e cultura de dados Evitar múltiplas versões do mesmo contrato minimiza erros de consolidação e garante que a informação mais atualizada esteja sempre disponível. Além disso, o uso de modelos e cláusulas padronizadas reforça a consistência do que é aprovado, assegurando a conformidade e a qualidade dos acordos. A tecnologia sem disciplina informacional amplifica problemas. Dados confiáveis reduzem a urgência artificial e criam previsibilidade operacional. 4. Segurança compliance e Legal Operations Com permissões de acesso bem definidas trilhas de auditoria detalhadas e validações registradas, a empresa ganha evidência processual robusta. O risco operacional diminui consideravelmente, pois as decisões não são mais orais informais ou dispersas, mas sim documentadas e rastreáveis. Legal Operations introduz lógica operacional à gestão jurídica, com processos definidos responsabilidades distribuídas e métricas que orientam decisões, transformando a gestão de contratos em uma estrutura de sustentação. 5. O Pós-Assinatura como Núcleo Estratégico Historicamente a assinatura era vista como o ponto final do trabalho jurídico. Em 2026 ela é apenas o começo. A execução do contrato se consolida como a fase de maior impacto para o negócio. Obrigações SLAs marcos contratuais reajustes e hipóteses de revisão precisam ser monitorados de forma contínua. A ausência desse acompanhamento gera perdas silenciosas decisões emergenciais e renegociações desfavoráveis. O pós-assinatura se torna uma fonte de inteligência alimentando negociações futuras e decisões estratégicas mais bem fundamentadas. Como organizar uma colaboração eficiente Uma colaboração eficiente não começa apenas com o botão de compartilhar. Ela se inicia com uma governança bem estruturada e uma cultura de dados sólida. Portanto é fundamental seguir uma sequência simples de passos para garantir o sucesso e a maturidade contratual. Defina papéis claros e crie equipes Estruture quem participa do fluxo de trabalho e quais são as responsabilidades de cada um. Separar os papéis evita que todos editem tudo, o que geralmente leva a travamentos e desorganização. Defina quem revisa quem edita e quem aprova para otimizar o processo. Ajuste permissões por necessidade real Configure o acesso por documento ou por pastas específicas. Dessa forma cada área enxerga e atua apenas onde faz sentido, sem ampliar a exposição desnecessária de informações confidenciais ou irrelevantes para sua função, garantindo a segurança da informação. Centralize comentários e solicitações de ajuste no documento Traga todo o feedback para o local correto. Comentários feitos diretamente no trecho específico do contrato, com orientações objetivas, reduzem o retrabalho. Isso também facilita a resposta, pois o histórico de discussões fica encadeado e fácil de consultar, promovendo a clareza. Estruture validações e aprovações como etapa formal Transforme a aprovação em um marco claro do processo, e não em uma mensagem solta. Aprovar precisa significar a validação deste texto específico, nesta versão, sob estas condições, garantindo a formalidade e a segurança jurídica e operacional. Dicas para acelerar as aprovações sem perder o rigor O objetivo aqui é simples. Diminuir o tempo de espera sem comprometer a qualidade ou o rigor do processo. Algumas boas práticas podem fazer toda a diferença, transformando a gestão de contratos em um diferencial competitivo. Use modelos e cláusulas padrão Para evitar discussões repetitivas sobre o básico a cada novo contrato, o que padroniza o processo acelera a criação de documentos e garante a consistência jurídica. Crie checklists por tipo contratual Especialmente para revisores que não são da área jurídica, visto que os ajuda a saber o que conferir e a garantir que todos os pontos importantes sejam verificados, reduzindo erros e retrabalho. Considerações finais Um contrato de sucesso não é apenas aquele que foi bem escrito. Ele é um contrato que foi bem colaborado bem validado e bem gerido do início ao fim. Ao adotar um ambiente colaborativo como o da aDoc , você elimina o caos das múltiplas versões acelera os feedbacks fortalece a governança e melhora significativamente a qualidade das decisões tomadas. Se o seu time já percebeu que a frase depois a gente ajusta custa caro em termos de tempo e recursos, então faz sentido dar o próximo passo. Conheça o ambiente colaborativo da aDoc e veja na prática como organizar a colaboração as validações e as aprovações de forma eficaz, sem depender de ferramentas externas e garantindo um controle sem precedentes sobre seus contratos e um diferencial estratégico para sua empresa.
Por Juliana Xavier 25 de fevereiro de 2026
Principais tendências do direito digital em 2026: inovações e desafios Em 2026, o direito digital permanece uma preocupação jurídica central. A digitalização acelerada das atividades profissionais e a proliferação de ferramentas tecnológicas exigem uma adaptação constante do quadro regulatório. O surgimento de novas formas de contratos, particularmente os contratos inteligentes , está transformando a maneira como os agentes econômicos garantem suas transações. Todas essas transformações exigem uma reflexão ética sobre os processos automatizados, ao mesmo tempo que reforçam a necessidade de abordar questões relacionadas à justiça preditiva e à proteção de dados. Adotar uma regulamentação flexível face à inovação tecnológica As regulamentações precisam agora demonstrar uma agilidade sem precedentes para acompanhar o ritmo acelerado da inovação. A conformidade com mecanismos como a cibersegurança e a conformidade ambiental proativa está se tornando essencial. A crescente importância da gestão da cibersegurança exige que os profissionais do direito tenham um conhecimento profundo das regulamentações ambientais e integrem novos padrões em soluções ágeis. A questão da ética jurídica está se tornando cada vez mais crítica à medida que a inteligência artificial desempenha um papel central na tomada de decisões. As questões relacionadas ao respeito à privacidade e à proteção de dados em 2026 O respeito ao direito à privacidade é um pilar fundamental da legislação em 2026. Diante da proliferação de dispositivos conectados, aplicativos móveis e plataformas online, a segurança dos dados pessoais precisa ser reforçada. A transposição de diretivas europeias, como a DAC8, exige que os profissionais do setor exerçam maior vigilância no tratamento da informação. As responsabilidades em cibersegurança vão muito além das meras obrigações legais, suscitando uma reflexão ética genuína sobre a coleta e o uso de dados em um contexto onde a confiança pública é primordial. Para além das principais estratégias de segurança, a gestão do impacto da revolução tecnológica no direito à privacidade levanta questões sem precedentes no Brasil, como a gestão dos riscos associados à vigilância generalizada ou à exploração de dados biométricos. A criação de quadros jurídicos inovadores, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) , deve equilibrar a inovação tecnológica e o respeito pela privacidade, caso contrário, a confiança dos cidadãos e dos consumidores será abalada. A influência de regulamentações europeias, como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) , é notável, servindo de inspiração para a LGPD e impactando as empresas brasileiras que transacionam com o mercado europeu, exigindo conformidade com padrões globais de proteção de dados. As novas obrigações relativas à transmissão de informações fiscais e à digitalização dos procedimentos administrativos ilustram essa tendência no Brasil. A transposição de diretivas e a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) exigem maior transparência na utilização de criptoativos e serviços digitais. O Brasil deve cumprir essas novas normas, ao mesmo tempo que fornece aos seus agentes econômicos e jurídicos as ferramentas adequadas para atender a esses requisitos sem sufocar a inovação. A complexidade do panorama regulamentar, que inclui também o Marco Civil da Internet , exige maior especialização entre os advogados em matéria de proteção de dados, o que é essencial para que as empresas se mantenham competitivas e, ao mesmo tempo, cumpram as suas obrigações. Contratos inteligentes e digitalização das atividades Esta tendência é central para a modernização do direito contratual e empresarial. A proliferação de contratos inteligentes (smart contracts), impulsionados por tecnologias como blockchain, redefine a forma como as transações são executadas e garantidas. No Brasil, o reconhecimento de contratos eletrônicos e a crescente adoção de assinaturas digitais e eletrônicas já pavimentam o caminho para uma maior aceitação e regulamentação dessas novas formas contratuais. Os desafios residem na sua aplicabilidade jurídica, na resolução de disputas e na integração com os sistemas legais existentes, exigindo uma adaptação constante do quadro regulatório para garantir segurança jurídica e eficiência. Regulamentação flexível e cibersegurança A necessidade de uma regulamentação ágil e flexível é um imperativo diante da velocidade da inovação tecnológica. A cibersegurança emerge como uma preocupação transversal, com a crescente sofisticação das ameaças digitais exigindo não apenas conformidade com normas técnicas, mas também uma compreensão aprofundada das implicações legais de incidentes de segurança. A ética jurídica na tomada de decisões por Inteligência Artificial (IA) é um tema de debate global, com a busca por algoritmos transparentes, justos e responsáveis. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já impõe obrigações rigorosas de segurança da informação, e a discussão sobre um marco regulatório para a IA está em andamento, visando equilibrar inovação e proteção de direitos. Respeito à privacidade e proteção de dados O direito à privacidade e a proteção de dados pessoais continuam sendo pilares fundamentais do Direito Digital. A LGPD no Brasil, inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia, estabeleceu um novo paradigma para o tratamento de dados. A proliferação de dispositivos conectados (IoT), aplicativos móveis e plataformas online intensifica a necessidade de reforçar a segurança e a governança dos dados. A menção à diretiva europeia DAC8 ilustra a crescente preocupação com a transparência fiscal em relação a ativos digitais, o que reflete uma tendência global de maior escrutínio sobre as transações digitais e a necessidade de harmonização regulatória internacional. Regulamentação da Inteligência Artificial (IA) e IA Generativa Para além das questões éticas, a criação de marcos regulatórios específicos para a IA é uma prioridade. O AI Act da União Europeia é um exemplo pioneiro, classificando sistemas de IA por risco e impondo obrigações correspondentes. No Brasil, projetos de lei e debates no Congresso Nacional buscam estabelecer diretrizes para o desenvolvimento e uso da IA, abordando temas como responsabilidade civil por danos causados por IA, transparência algorítmica, viés e discriminação, e a proteção de direitos fundamentais. A IA generativa (como ChatGPT e similares) adiciona complexidade, levantando questões sobre autoria, direitos autorais e a disseminação de desinformação. Direito ambiental digital (Green IT/Sustentabilidade na Tecnologia) O impacto ambiental da tecnologia, incluindo o consumo energético de data centers, a pegada de carbono da IA e o descarte de lixo eletrônico (e-waste), está ganhando relevância jurídica. Regulamentações que promovam práticas mais sustentáveis no desenvolvimento e uso de tecnologias, bem como a responsabilidade socioambiental das empresas de tecnologia, são tendências emergentes. A integração de critérios ESG (Environmental, Social, and Governance) no setor tecnológico também impulsiona essa área. Direito do trabalho digital e novas formas de trabalho A digitalização do trabalho, o crescimento da economia gig (trabalho por plataformas) e a automação impactam profundamente as relações trabalhistas. O Direito do Trabalho precisa se adaptar para abordar questões como a proteção de dados de trabalhadores, a regulamentação de plataformas digitais, os direitos de trabalhadores autônomos e a requalificação profissional diante da automação. No Brasil, há debates intensos sobre a regulamentação de motoristas de aplicativos e entregadores, por exemplo. Desafios do direito autoral na era da IA Generativa A capacidade da IA de gerar textos, imagens, músicas e outros conteúdos levanta questões complexas sobre quem detém os direitos autorais dessas criações. Além disso, o uso de vastos conjuntos de dados, que podem incluir material protegido por direitos autorais, para treinar modelos de IA, é um ponto de atrito e discussão legal. A necessidade de novas interpretações e, possivelmente, de novas leis para proteger a autoria e a originalidade na era da IA é uma tendência crescente. Essas tendências, em conjunto, demonstram a complexidade e a dinamicidade do Direito Digital, exigindo dos profissionais uma atualização constante e uma visão multidisciplinar para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que a inovação tecnológica apresenta.
Ilustração sobre renovação e término de contratos com documentos
Por Juliana Xavier 20 de fevereiro de 2026
Renovação e término de contratos sem perdas. Entenda riscos, checklist prático e como CLM melhora prazos, rastreabilidade e conformidade no pós-assinatura.