
Gestão de contratos - o que é, etapas e benefícios
Gestão de contratos é a estratégia para otimizar custos, mitigar riscos, minimizar disputas e garantir eficiência nos processos contratuais empresariais. Entenda as principais etapas, recursos e ferramentas necessárias para criar a sua estratégia de gestão de contratos.
O que é gestão de contratos?
A gestão de contratos refere-se ao processo de gerenciamento completo do ciclo de vida de um contrato, o que inclui a criação, execução, monitoramento e eventual encerramento ou renovação de contratos. Um processo bem estruturado de gestão de contratos, garante que todos os prazos, condições e obrigações estabelecidas sejam cumpridos, evitando penalidades e otimizando o uso dos recursos. Em suma, um contrato bem gerido pode prevenir disputas, melhorar o relacionamento entre as partes e, em última análise, reduzir custos operacionais e financeiros.
A gestão eficiente dos contratos envolve diversas atividades, como a definição dos termos, a negociação entre as partes, a verificação da conformidade e o acompanhamento da execução de cada cláusula. Além disso, é importante contar com um sistema que permita monitorar e registrar todas as interações e atualizações relacionadas ao contrato, como veremos neste artigo.
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Razões para implementar uma gestão eficaz de contratos
Independentemente do setor ou do tamanho de uma organização, os contratos formam a base de todos os relacionamentos de negócios. Os contratos regulam as interações com fornecedores, clientes, parceiros e até mesmo colaboradores. Portanto, gerenciar contratos de forma eficaz é fundamental para assegurar que as obrigações contratuais sejam cumpridas e que a empresa maximize o retorno desses acordos.
A seguir, apresentamos os principais motivos pelos quais uma gestão de contratos eficiente gera valor, reduz riscos e sustenta decisões mais seguras ao longo do ciclo contratual.
Redução de riscos
Um processo de gestão de contratos bem definido é fundamental para mitigar riscos, especialmente em relação à não conformidade com os termos acordados. Quando há clareza sobre os prazos, responsabilidades e entregas, diminui-se o risco de litígios, disputas ou até a interrupção de serviços. De acordo com um estudo da Deloitte, empresas que utilizam sistemas de gestão de contratos conseguem reduzir em até 30% os riscos relacionados a falhas de conformidade contratual.
Controle de custos
O monitoramento contínuo de contratos oferece uma visão clara das despesas e ajuda a evitar custos imprevistos ou desnecessários. Empresas que utilizam ferramentas automatizadas de gestão de contratos reportam uma economia média de 10-20% nos custos relacionados a contratos, segundo um levantamento da International Association for Contract and Commercial Management (IACCM).
Otimização do desempenho
A gestão contínua de contratos não só monitora o cumprimento dos termos acordados, mas também possibilita avaliar o desempenho dos fornecedores e parceiros de forma mais eficiente. Isso garante que os contratos gerem o valor esperado para a empresa. Segundo a Gartner, empresas que utilizam processos de avaliação de desempenho de fornecedores conseguem aumentar em até 25% a produtividade de seus parceiros comerciais.
Conformidade regulatória
Garantir que os contratos estejam em conformidade com as regulamentações vigentes evita penalidades legais, que podem ser severas e prejudiciais à reputação da empresa. A conformidade também evita problemas com auditorias e assegura que as práticas da empresa estejam de acordo com leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil ou o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) na Europa. De acordo com uma pesquisa da PwC, 69% das empresas foram multadas ou notificadas por falhas em conformidade contratual.
Aumento da eficiência operacional
Automatizar o processo de gestão de contratos pode reduzir significativamente o tempo gasto em tarefas administrativas, como a revisão de cláusulas, monitoramento de prazos e acompanhamento de renovações. Segundo a Forrester, empresas que adotam softwares de automação de contratos conseguem aumentar a eficiência operacional em até 60%, reduzindo o tempo de ciclo de contratos em média de 20 para 8 dias.
Riscos e desafios comuns da gestão de contratos
Risco de não conformidade
Quando uma das partes não cumpre suas obrigações contratuais, os prejuízos podem ser substanciais, tanto financeiros quanto operacionais. De acordo com a International Association for Contract and Commercial Management (IACCM), cerca de 9% das receitas anuais de uma empresa podem ser perdidas devido à má gestão de contratos.
Por exemplo, se uma empresa de transporte não cumpre os termos de entrega de um contrato logístico, isso pode levar a interrupções no fornecimento, perdas de vendas ou penalidades contratuais impostas pela parte contratante. Ou seja, empresas que não monitoram a conformidade de perto acabam expostas a riscos desnecessários.
Risco financeiro
Contratos mal geridos podem resultar em pagamentos indevidos, duplicação de faturas ou multas por descumprimento de cláusulas. Segundo uma pesquisa da Forrester, cerca de 20% dos contratos empresariais levam a algum tipo de perda financeira devido a falhas na gestão.
Risco operacional
A ausência de monitoramento das obrigações contratuais pode afetar diretamente a operação da empresa. Isso é particularmente crítico em setores onde a continuidade de serviços ou fornecimento de insumos é essencial. Um estudo da McKinsey identificou que 65% das empresas enfrentam atrasos operacionais relacionados à má gestão de contratos com fornecedores.
Risco jurídico
Termos contratuais mal definidos ou a falta de acompanhamento das obrigações podem resultar em disputas legais, que muitas vezes se arrastam por longos períodos e geram custos elevados. De acordo com dados da PwC, cerca de 35% das empresas já enfrentaram disputas jurídicas diretamente relacionadas à má definição de cláusulas contratuais. Em contratos internacionais, o risco jurídico pode ser ainda maior devido às diferenças entre legislações de países distintos.
Práticas para mitigação de riscos na gestão de contratos
Revisão criteriosa dos termos contratuais
A revisão técnica e jurídica dos contratos antes da assinatura reduz ambiguidades, antecipa conflitos interpretativos e fortalece a segurança das relações comerciais. A análise detalhada das cláusulas permite avaliar riscos ocultos, coerência entre obrigações e compatibilidade com a legislação aplicável, além de evitar assimetrias que possam comprometer a execução futura do acordo. Contratos analisados com rigor tendem a apresentar menor incidência de litígios, maior previsibilidade financeira e melhor equilíbrio entre as partes ao longo da vigência contratual.
Gestão dedicada
A atribuição clara de responsáveis pela gestão dos contratos cria um ponto focal para acompanhamento contínuo das obrigações assumidas. Gestores dedicados acompanham prazos críticos, entregas, indicadores de desempenho e eventos relevantes, reduzindo a probabilidade de descumprimentos por esquecimento ou desalinhamento interno. A presença desse papel também favorece a integração entre áreas jurídica, financeira e operacional, permitindo decisões mais rápidas e consistentes sempre que ajustes contratuais se tornam necessários.
Automatização e monitoramento contínuo
A adoção de ferramentas de gestão de contratos, como plataformas de CLM, amplia o controle sobre o ciclo contratual ao centralizar informações, versões e histórico de interações. O monitoramento sistemático viabiliza alertas automáticos de vencimentos, renovações e obrigações recorrentes, reduzindo dependência de controles manuais e planilhas paralelas. Com registros estruturados e atualizados, a organização passa a operar com maior previsibilidade, menor exposição a falhas operacionais e capacidade ampliada de análise sobre riscos, custos e desempenho contratual.
Etapas da gestão de contratos
Solicitação
Esta é a fase inicial do ciclo de vida de um contrato, onde uma das partes manifesta a necessidade de criar um novo acordo ou renegociar um contrato existente. Nesta etapa, são coletadas informações como o escopo do contrato, prazos, valores e expectativas das partes envolvidas. De acordo com uma pesquisa da Aberdeen Group, 60% dos profissionais de gestão de contratos identificaram que falhas na coleta de informações durante a solicitação resultam em cláusulas inadequadas.
Criação
Após a solicitação, a fase de criação envolve a redação do contrato com todas as cláusulas, prazos, condições e detalhes acordados. O contrato deve ser claro e preciso, evitando termos ambíguos que possam gerar interpretações conflitantes. Um estudo da KPMG mostra que 43% dos contratos mal redigidos resultam em litígios desnecessários.
Aprovação e revisão
Uma vez redigido, o contrato passa por um processo de revisão interna e externa para garantir que todas as cláusulas estejam em conformidade com as leis e os interesses das partes envolvidas. Estatísticas da Forrester indicam que 67% das empresas têm um processo formal de revisão para evitar cláusulas problemáticas.
Negociação
Durante a fase de negociação, as partes podem propor alterações nas cláusulas do contrato, buscando um equilíbrio entre seus interesses. Segundo a American Bar Association, cerca de 30% dos contratos corporativos passam por negociações intensas antes de serem finalizados.
Assinatura
Depois de todas as revisões e negociações, a assinatura formaliza o contrato, tornando-o juridicamente vinculante. Neste momento, é importante garantir que todas as partes estejam cientes das implicações legais e obrigações decorrentes do contrato. O uso de assinaturas digitais tem crescido significativamente, com um aumento de 278% desde 2020, conforme relatado pela DocuSign, facilitando esse processo.
Armazenamento
Após a assinatura, o contrato deve ser armazenado de maneira organizada e acessível, para que possa ser consultado ao longo de sua vigência. Empresas que utilizam software de gestão de contratos podem acessar rapidamente contratos assinados para verificar obrigações, prazos e termos, o que ajuda na eficiência do monitoramento.
Segundo uma pesquisa da Gartner, 88% das empresas que utilizam sistemas de gestão de contratos automatizados têm maior eficiência no armazenamento e acesso aos documentos.
Cumprimento
A partir da assinatura, é necessário garantir que todas as partes estejam cumprindo suas obrigações, como prazos de entrega, pagamentos e outros termos acordados. Por exemplo, se um contrato de fornecimento estipula entregas mensais de produtos, ambas as partes precisam garantir o cumprimento rigoroso do cronograma e dos volumes acordados para evitar multas ou disputas. De acordo com um estudo da EY, 57% das empresas afirmam que o não cumprimento de contratos gera perda de confiança e futuros negócios.
Gestão e renovação
Durante a vigência do contrato, é fundamental monitorar prazos de renovação e desempenho, analisando se as condições iniciais ainda são favoráveis. Muitos contratos preveem renovação automática, o que pode ser vantajoso ou prejudicial, dependendo das circunstâncias. Um estudo da Deloitte revela que a gestão inadequada de prazos de renovação resulta em até 15% de perda de receitas anuais.
Como a tecnologia pode auxiliar na gestão de contratos
A tecnologia desempenha um papel cada vez mais importante na gestão de contratos, especialmente em grandes organizações que lidam com um grande volume de documentos. O CLM (Contract Lifecycle Management) automatizam muitas das etapas do processo, desde a criação até o acompanhamento das obrigações contratuais, permitindo maior controle e eficiência.
Automação de tarefas repetitivas
A automação aplicada à gestão contratual reduz a carga operacional associada a atividades recorrentes, como conferência de versões, encaminhamento para aprovação e preparação de documentos para assinatura. Processos automatizados diminuem a incidência de erros manuais, aceleram o fluxo interno e liberam tempo das equipes jurídica e administrativa para análises de maior valor agregado. Com menos intervenção manual, o ciclo contratual torna-se mais previsível e menos sujeito a atrasos ocasionais.
Monitoramento em tempo real
O acompanhamento contínuo do status dos contratos permite visualizar prazos, obrigações e eventos críticos à medida que ocorrem. A visibilidade imediata sobre entregas, pagamentos e marcos contratuais favorece a identificação precoce de desvios e inadimplências, antes que se transformem em riscos jurídicos ou financeiros. O monitoramento permanente também apoia decisões gerenciais mais rápidas e baseadas em dados atualizados.
Integração com outras ferramentas
A integração entre plataformas de CLM e sistemas corporativos amplia a consistência das informações contratuais em toda a organização. A conexão com sistemas financeiros viabiliza melhor controle de pagamentos, reajustes e provisões, enquanto a integração com recursos humanos contribui para gestão de contratos de trabalho, prestação de serviços e terceiros. Com dados sincronizados, reduzem-se retrabalhos, divergências e falhas de comunicação entre áreas.
Redução de custos operacionais
O controle sistemático dos contratos permite identificar oportunidades de renegociação, eliminar renovações automáticas desfavoráveis e evitar pagamentos indevidos. A visibilidade sobre valores, vigência e obrigações contratuais contribui para decisões mais eficientes sobre continuidade ou encerramento de acordos. Ao longo do tempo, a organização passa a operar com menor desperdício financeiro e maior previsibilidade orçamentária.
Maior conformidade regulatória
A gestão estruturada dos contratos favorece o alinhamento contínuo com normas legais, regulatórias e políticas internas. O registro adequado de cláusulas, consentimentos e obrigações reduz a exposição a sanções administrativas, multas e questionamentos em auditorias. Ambientes regulados, em especial, se beneficiam de processos contratuais rastreáveis e auditáveis, capazes de demonstrar aderência às exigências vigentes.
Melhora no relacionamento com fornecedores e clientes
A clareza quanto a responsabilidades, prazos e critérios de desempenho contribui para relações comerciais mais previsíveis e equilibradas. Contratos bem geridos reduzem conflitos decorrentes de interpretações divergentes e fortalecem a confiança entre as partes. Relações contratuais transparentes tendem a evoluir para parcerias mais estáveis, com maior disposição para renegociação e colaboração de longo prazo.
Considerações finais
A gestão de contratos evoluiu de uma função predominantemente documental para um componente estruturante da governança corporativa. Processos contratuais bem organizados ampliam previsibilidade, reduzem assimetrias de informação e fortalecem a capacidade decisória das organizações em ambientes cada vez mais regulados e competitivos.
Ao longo do ciclo contratual, a combinação entre método, responsabilidades bem definidas e suporte tecnológico transforma contratos em instrumentos ativos de controle, desempenho e geração de valor. Organizações que adotam uma abordagem estruturada passam a operar com menor exposição a riscos jurídicos e financeiros, maior eficiência operacional e relações comerciais mais equilibradas. O contrato deixa de ser apenas um registro formal de vontades para assumir papel central na coordenação de expectativas, no monitoramento de resultados e no alinhamento entre áreas internas e parceiros externos. Em cenários de crescimento, auditorias ou pressão por redução de custos, a maturidade da gestão contratual se torna um diferencial competitivo claro.
Para equipes que buscam mais controle, visibilidade e eficiência ao longo do ciclo contratual, a plataforma da aDoc oferece uma abordagem prática e integrada de gestão de contratos. A demonstração permite visualizar, na prática, como centralizar contratos, automatizar fluxos, acompanhar obrigações e transformar dados contratuais em informação gerencial.
Solicite uma demonstração e avalie como a aDoc pode apoiar a maturidade contratual da sua organização, reduzindo riscos operacionais e ampliando o valor extraído de cada contrato.
Ou seja, uma gestão de contratos eficaz vai além da simples administração de documentos; trata-se de maximizar o valor de cada contrato e assegurar que todos os aspectos contratuais sejam geridos de forma adequada e em conformidade com as regulamentações.
Se a sua operação já sente gargalos de aprovação, contratos “perdidos” em e-mails e renovações que chegam tarde, o próximo passo é
mapear o ciclo atual e identificar onde ocorre o vazamento de valor. A partir daí, fica objetivo decidir o nível de padronização e automação (CLM) necessário.
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