Como usar as redes sociais em seu escritório de advocacia?

aDoc • 1 de janeiro de 2022

Os escritórios de advocacia atuam em um mercado cada vez mais competitivo e isso fica ainda mais evidente quando se trata de marketing digital e divulgação de seus serviços. Neste post, além de dicas de marketing, listamos também as principais redes sociais que os advogados podem explorar.

O poder das mídias sociais para escritórios de advocacia 

Não é novidade que o mundo das mídias sociais é muito bem compreendido pelas grandes marcas, fazendo das redes sociais seu campo de atuação na comunicação com os clientes e consumidores. No entanto, as grandes marcas que todos nós conhecemos não são os únicos que podem se beneficiar. De fato, setores como o jurídico também estão cada vez mais presentes nas redes sociais, por meio da criação de contas de advogados ou escritórios jurídicos independentes. 

Em geral, as mídias sociais oferecem visibilidade considerável e são uma excelente vitrine para atingir rapidamente um público grande e direcionado. Nos dias atuais, destacar-se e mostrar diferencial perante a crescente concorrência torna ter um perfil nas redes sociais dos advogados e/ou escritórios de advocacia nas redes sociais essencial. 

Não há dúvidas de que alguns escritórios de advocacia ainda possam ter dificuldades para criar uma conta e usar as mídias sociais de forma eficaz para seu negócio. Contudo, o marketing jurídico não pode ser uma oportunidade deixada de lado, pois é uma ferramenta eficaz que pode ajudar na atração de clientes em potencial e construir relacionamentos valiosos e duradouros. 

Quais os benefícios dos advogados estarem nas redes sociais? 

Com um perfil nas redes, o advogado poderá apresentar-se, demonstrar suas áreas de atuação, sua formação e experiência, revelar as novidades de seu escritório e exercitar sua expertise, por exemplo, publicando artigos de sua área jurídica. Tais estratégias nas redes sociais possibilitam encontrar novos clientes, reter os existentes e abre caminho para sua comunicação, ou do escritório de advocacia, com seu público. 

Não é de hoje que muitos clientes têm sistematicamente o mesmo reflexo: “dar um Google” e procurar referências das empresas, serviços ou produtos antes de fazer qualquer pedido. O potencial cliente quer conhecer as especificidades dos seus serviços, de forma fácil e rápida na internet, mas também busca as opiniões atribuídas antes de tomar qualquer decisão. Em vista disso, a presença online de uma empresa é uma fonte de confiança e a torna mais acessível. 


Dicas para usar as redes sociais

1. Tenha um objetivo 

Ressaltamos que a mídia social é uma poderosa ferramenta de marketing. Mas definir o objetivo em cada rede social é fundamental para o sucesso da comunicação e do marketing do seu escritório. Listamos abaixo alguns questionamentos que ajudam a definir o objetivo e são sugeridos como parte do projeto de mídia social:   

  • Qual é o meu objetivo específico? 
  • A quem eu quero me dirigir? 
  • O que meu cliente-alvo está procurando? 
  • A minha mensagem é formulada de forma compreensível? 
  • Como funciona a plataforma escolhida? 
  • Faz sentido espalhar meu conteúdo em diferentes plataformas? 

2. Ofereça conteúdo diversificado

Uma boa estratégia de comunicação é oferecer conteúdo diversificado. O escritório de advocacia deve ter o cuidado de variar o conteúdo publicado rotineiramente para não cansar sua audiência. Além de variar o conteúdo, também é aconselhável que o formato que deve ser diversificado. As redes sociais possibilitam o compartilhamento de uma grande variedade de mídias: fotos, vídeos, imagens (criações gráficas), infográficos, histórias etc.

3. O conteúdo deve ser acessível

Existe uma tendência recente na advocacia que busca em promover e facilitar o entendimento às leis. Isso, sem dúvida, deve ser refletido na estratégia de comunicação. Sem distorcer a lei, é importante, para atingir um público de não-advogados, simplificar e tornar clara as leis. Todo o cuidado com os jargões e a linguagem técnica é necessária, sob o risco de ser compreensível estritamente ao público jurídico e ter esquecido o essencial: a quem você está se dirigindo? 

4. Tenha um perfil de mídia social ativo e engajado

Muitas vezes, os escritórios de advocacia têm contas de mídia social que são apenas fluxos de atualizações da empresa. As redes sociais devem tentar interagir e compartilhar informações com outros usuários. É por isso que é tão importante escrever um blog informativo se você quiser fazer algo sério com suas redes sociais e diversificar os temas e não falar somente sobre o seu produto ou serviço.

Quais redes sociais podem ser utilizadas pelos advogados? 

O número de blogs jurídicos nos quais os advogados relatam seu trabalho diário ou desenvolvimentos jurídicos aumentou significativamente na última década. A entrada em redes de negócios e profissionais, como a rede LinkedIn, agora é quase uma coisa natural. Mas também, seus canais no Twitter e a página do escritório de advocacia no Facebook têm sido amplamente utilizadas para disparar conteúdos, reflexões, debates e o promover o marketing digital. Os advogados também estão usando as plataformas de vídeo, com perfis em mídias sociais, tais como YouTube e Instagram. 

Quais plataformas de mídia social existem afinal? 

Aqui estão alguns dos mais populares no momento: 

  • Facebook 
  • Instagram 
  • LinkedIn 
  • Twitter 
  • YouTube 
  • Pinterest 
  • TikTok 

Então, o que deve ser considerado sobre as respectivas dessas plataformas? Vamos analisá-los um por um: 

Facebook

  • 150 milhões de usuários ativos no Brasil. 
  • É adequado para captação de clientes, construção da imagem e canal de comunicação. 

Enorme alcance para clientes, parceiros e público em geral. É fácil para a outra pessoa entrar em contato com você. Mas também deverá planejar tempo suficiente para responder às solicitações de contato. As opções de contato podem ser adaptadas individualmente às suas necessidades. 

Instagram

  • 99 milhões de usuários ativos no Brasil.
  • Adequado para captação de clientes, construção de imagem e canal de comunicação. 

O Instagram é uma subsidiária do Facebook e tem um alcance enorme e é por isso que essas duas plataformas interagem muito bem uma com a outra. A comunicação aqui é principalmente visual, tais como imagens, postagens em carrossel para contextos mais complexos ou vídeos limitados no tempo. 

LinkedIn

  • 45 milhões de usuários ativos no Brasil;
  • Adequado para captação de clientes e funcionários, construção de imagem e canal de comunicação; 
  • Expansão do "status' de especialista. 

O LinkedIn é uma rede social de negócios com quase 20 anos de existência. Se assemelha a redes de relacionamentos, e é majoritariamente utilizada por profissionais com o objetivo de apresentar suas aptidões, de uma forma que outros profissionais possam endossar, dando credibilidade ao conteúdo. Funciona quase como sua própria pequena página de destino e é totalmente gratuito. Aqui você pode não apenas chamar a atenção da sua audiência para sua própria experiência com uso de vídeos, contribuições, artigos e apresentações, mas também criar uma conta corporativa e usá-la para compartilhar informações específicas sobre seu próprio escritório de advocacia. Você também pode se envolver em grupos interessantes e expandir sua rede. 

Twitter

  • 23 milhões de usuários ativos no Brasil;
  • Adequado como rede social e micro blog, aquisição de clientes e canal de comunicação;
  • Expansão do status de especialista;
  • Trata-se de comunicação em tempo real e o tempero está na brevidade da comunicação (280 caracteres).

Qualquer pessoa que entenda como expandir esses 280 caracteres como um serviço de informação não apenas se beneficiará de uma rede adicional. As atualizações são exibidas no perfil de um usuário em tempo real e enviadas a outros usuários seguidores que tenham assinado para recebê-las.

YouTube

  • Mais de 105 milhões de usuários ativos no Brasil;
  • Adequado para a captação de clientes e funcionários e canal de comunicação; 
  • Expansão do status de especialista;
  • O YouTube também é uma ferramenta valiosa para se posicionar. 

Você pode usar o YouTube, por exemplo, para compartilhar gravações de palestras ou seminários, entrevistas ou outras informações que podem ser transmitidas melhor em forma de vídeo do que em imagens ou texto em artigo. Outro ponto importante é que o YouTube é o segundo maior mecanismo de busca do mundo, por meio da sua busca interna, perdendo apenas para o Google, a quem pertence. É o segundo site mais visitado, ficando atrás apenas do Google, segundo dados de 2021 divulgados pela Hootsuite; 

Pinterest

  • 37 milhões de usuários ativos no Brasil; 
  • Adequado para captação de clientes e funcionários, expansão do status de especialista. 

Tenho certeza de que muitas pessoas não têm essa plataforma em seu radar ou a relacionam apenas com dicas domésticas, decoração e instruções de artesanato. Entretanto, o Pinterest já ocupou a terceira posição entre as redes preferidas pelos brasileiros, porém perdeu espaço com avanço de outras redes, especialmente o Instagram. 

Mas isso não faz justiça à plataforma. A ideia básica por trás dessa plataforma é a de um grande pinboard interativo no qual os usuários podem compilar conteúdo para seus próprios tópicos, que devem servir como fonte de inspiração ou localizador de ideias, o que não deixa de ser uma oportunidade para usar este canal para perceber a expertise e para fidelizar o cliente. 

TikTok 

  • 4,7 milhões de usuários ativos no Brasil 

Trata-se de um aplicativo em que sua função básica é a gravação de vídeos curtos para entretenimento instantâneo e que possui como principais opções a criação de efeitos e a criação de montagens com músicas e coreografias do “momento”. Vale pontuar aqui que essa é uma plataforma bastante controversa quando se trata de seu uso pelos advogados.

Esperamos que esta visão geral ajude você a filtrar os canais de seu interesse e utilizá-los de acordo com o que se encaixa na sua estratégia. Ademais, é importante agregar valor e oferecer insights. Lembre-se sempre que a mídia social não é um canal de publicidade no qual você simplesmente utiliza slogans publicitários de sua marca. Por fim, não custa lembrar que as restrições aplicáveis ​​à publicidade legal devem, obviamente, também se aplicam às atividades em redes sociais.

Gostou deste conteúdo? Você pode gostar também do artigo: Advogado empreendedor – dicas para o seu escritório jurídico

Veja outros Artigos

Centralize contratos, automatize fluxos, controle prazos e reduza riscos com o software de gestão de
Por Juliana Xavier 30 de maio de 2026
Centralize contratos, automatize fluxos, controle prazos e reduza riscos com o software de gestão de contratos da aDoc.
Por Juliana Xavier 29 de maio de 2026
No dia a dia de um departamento jurídico, a sensação de estar apagando incêndios é quase uma regra. Entre solicitações urgentes de vendas, prazos processuais fatais e revisões contratuais de última hora, o gestor muitas vezes se vê em uma armadilha: a ilusão de que tudo é prioridade. No entanto, quando tudo é urgente, nada é realmente prioritário. Essa falta de clareza não gera apenas cansaço; ela cria o que chamamos de custo invisível. São perdas silenciosas que corroem a eficiência da operação, drenam o orçamento e, o mais grave, afastam o jurídico das decisões estratégicas da empresa. Entender esses custos é o primeiro passo para transformar o departamento de um centro de custo passivo em um parceiro de negócios ativo. Os 4 pilares do custo invisível Abaixo, detalhamos como a ausência de uma gestão de prioridades impacta diretamente os resultados da companhia: 1. Perda de valor estratégico Quando a equipe jurídica gasta 80% do seu tempo em tarefas operacionais de baixo valor (como responder dúvidas simples ou preencher planilhas manuais), ela deixa de analisar riscos complexos e oportunidades de negócio. O custo aqui é a oportunidade perdida: o jurídico deixa de ser o "viabilizador de negócios" para ser visto como um "gargalo". 2. Burnout e Turnover O impacto humano é um dos custos mais altos e menos mensurados. Trabalhar sob pressão constante, sem saber qual tarefa realmente move o ponteiro da empresa, gera ansiedade e desmotivação. O resultado é a perda de talentos qualificados, o que acarreta custos de recrutamento, treinamento e, principalmente, a perda do conhecimento institucional acumulado. 3. Riscos Financeiros e Multas A falta de priorização aumenta a probabilidade de erros. Quando um advogado está sobrecarregado com demandas triviais, ele pode deixar passar uma cláusula de renovação automática prejudicial ou perder o prazo de uma contestação de alto impacto financeiro. O urgente (baixo impacto) acaba atropelando o importante (alto risco). 4. Retrabalho e Ineficiência Processos sem priorização clara costumam ser confusos. A falta de um fluxo definido gera idas e vindas desnecessárias de documentos, comunicações ruidosas entre áreas e a necessidade de refazer trabalhos que não foram bem compreendidos na origem. Por que o jurídico tem dificuldade em priorizar? A resistência à priorização no jurídico costuma ter raízes culturais e estruturais. A cultura do "pra ontem" é alimentada pela falta de dados: sem saber quanto tempo cada tarefa consome ou qual o impacto real de cada contrato, o gestor não tem argumentos para negociar prazos com outras áreas. Além disso, a dificuldade em estabelecer um SLA (Service Level Agreement) claro faz com que o jurídico aceite todas as demandas com o mesmo nível de urgência, independentemente da sua relevância. O ROI da priorização A gestão de prioridades não é apenas sobre fazer mais com menos, mas sobre fazer o que importa. Quando o jurídico define o que é prioritário, ele reduz o ciclo de vida dos contratos, mitiga riscos de forma proativa e melhora a saúde organizacional.  O retorno sobre o investimento (ROI) de uma gestão bem priorizada manifesta-se em contratos fechados mais rapidamente e em uma equipe jurídica que atua como o cérebro estratégico da empresa, e não apenas como seu braço executor. Começar a medir e classificar suas demandas hoje é o caminho para eliminar os custos invisíveis que limitam o crescimento da sua operação.
A análise de contratos vai além da revisão jurídica. Saiba como identificar oportunidades e evitar
Por Juliana Xavier 27 de maio de 2026
A análise de contratos vai além da revisão jurídica. Saiba como identificar oportunidades e evitar prejuízos com uma gestão contratual estratégica e eficiente.