Brasil terá 2 milhões de advogados em 2023

aDoc • 21 de abril de 2022

Brasil é 3º maior do mundo em advogados e o rápido crescimento aponta que em 2023 serão 2 milhões. São quase 2 mil faculdades de Direito no país. Qual a perspectiva para...

O Brasil é o 3º maior do mundo em advogados e o rápido crescimento aponta que em 2023 serão 2 milhões. São quase 2 mil faculdades de Direito no país. Qual a perspectiva para os profissionais da advocacia diante de um mercado considerado saturado. Como estão as oportunidades diante de tantos desafios? Neste artigo, tentamos explorar esses aspectos que, em princípio, parecem preocupantes para quem entra neste mercado. Acompanhe!

Os dados: mais de um milhão de advogados inscritos na OAB

Em 2019, o Brasil tinha mais de um milhão de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um advogado para cada 170 brasileiros, segundo dados do Conselho Federal da OAB. Com esses números, ocupava a terceira colocação na lista de países com o maior número de profissionais do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Tudo indica que, em 2023, esse número deverá ser de 2 milhões de advogados.

Só para constar, o Brasil possui mais de 1.755 faculdades de Direito, conforme informações do MEC em 220. Paralelo a isso, os advogados de hoje enfrentam um dos mercados de trabalho mais concorridos da história. Números recordes de empregos foram cortados no mundo todo e os salários despencaram, mas as faculdades de direito não estão diminuindo as matrículas.

Quais são os desafios que esses profissionais enfrentam? Para onde vão todos os advogados? Como lidar com a concorrência?

Então, para onde vão todos os advogados?

No mundo todo, os lucros estão diminuindo, muitos escritórios de advocacia acostumados ao sucesso estão entrando em crise. Paralelo a isso, milhares de advogados continuam entrando no mercado. O que se percebe é que jovens advogados são ameaçados por tempos difíceis com salários cada vez menores.

De fato, a aura do advogado empresarial excessivamente caro, está desaparecendo, visto que a pressão nas margens limita os lucros dos sócios. Jovens advogados que acabaram de obter sua licença para exercer a advocacia precisam examinar cada vez mais de perto onde podem agregar valor. E, para além disso, um advogado de sucesso hoje, tem que entender o direito como um produto e antecipar os desejos do cliente.

Mercado concorrido e pressão cada vez maior

Sem dúvidas, os escritórios de advocacia se deparam com um paradoxo: há menos negócios que pagam ainda menos e cada vez mais são feitos por prestadores de serviços mais baratos. E há legiões de advogados. Prazos, pressões de cobrança, demandas de clientes, longas horas, mudanças nas leis e outras demandas se combinam para tornar a prática da advocacia um dos trabalhos mais estressantes que existem.

Acrescente a isso pressões crescentes, tecnologias jurídicas em evolução, não é de admirar que os advogados estejam estressados. Recentemente publicamos um post sobre o burnout e a carreira jurídica. O estresse e as exigências do exercício da advocacia alimentam altos níveis de insatisfação profissional.

Por tudo isso, o mundo jurídico de amanhã, com certeza, exige preparação. Na verdade, os clientes não estarão dispostos a pagar caros consultores jurídicos por trabalhos que podem ser feitos por pessoas menos experientes, com o apoio de sistemas inteligentes e processos padronizados. Embora essa previsão não indique necessariamente o fim dos advogados, certamente haverá menos demanda por advogados tradicionais.

Ao mesmo tempo, o papel assumido pelos novos sistemas e processos que agora estão no centro do mundo do Direito, oferece aos advogados com suficiente flexibilidade e com espírito empreendedor, novos e estimulantes postos de trabalho, permitindo-lhes adaptar-se às condições de mudança do mercado.

Qual o perfil do advogado que vai se destacar no futuro?

Na perspectiva mais otimista, o que pode-se observar é que se há advogados em excesso, também há novas oportunidades. Os advogados do futuro não apenas entregarão excelência em processos jurídicos, mas também se tornarão consultores de negócios, confortáveis ​​com tecnologia e capazes de trabalhar de forma colaborativa com equipes internas de suas empresas clientes.

Os advogados do futuro, dentro desta nova economia jurídica, serão mais especializados e apoiarão e adotarão as novas tecnologias. Por fim, os próprios advogados dada a combinação de conhecimento em sua área, criatividade e tecnologia poderão criar novas oportunidades e se posicionar por meio de uma abordagem mais consultiva e utilizando dados e análises para criar sua própria proposta de valor.

Se formos ainda mais adiante, pode-se observar claramente que o impacto da própria tecnologia suscita questões jurídicas novas e importantes para as quais os advogados sempre serão requisitados.

Dicas de leitura relacionada:

Veja outros Artigos

Centralize contratos, automatize fluxos, controle prazos e reduza riscos com o software de gestão de
Por Juliana Xavier 30 de maio de 2026
Centralize contratos, automatize fluxos, controle prazos e reduza riscos com o software de gestão de contratos da aDoc.
Por Juliana Xavier 29 de maio de 2026
No dia a dia de um departamento jurídico, a sensação de estar apagando incêndios é quase uma regra. Entre solicitações urgentes de vendas, prazos processuais fatais e revisões contratuais de última hora, o gestor muitas vezes se vê em uma armadilha: a ilusão de que tudo é prioridade. No entanto, quando tudo é urgente, nada é realmente prioritário. Essa falta de clareza não gera apenas cansaço; ela cria o que chamamos de custo invisível. São perdas silenciosas que corroem a eficiência da operação, drenam o orçamento e, o mais grave, afastam o jurídico das decisões estratégicas da empresa. Entender esses custos é o primeiro passo para transformar o departamento de um centro de custo passivo em um parceiro de negócios ativo. Os 4 pilares do custo invisível Abaixo, detalhamos como a ausência de uma gestão de prioridades impacta diretamente os resultados da companhia: 1. Perda de valor estratégico Quando a equipe jurídica gasta 80% do seu tempo em tarefas operacionais de baixo valor (como responder dúvidas simples ou preencher planilhas manuais), ela deixa de analisar riscos complexos e oportunidades de negócio. O custo aqui é a oportunidade perdida: o jurídico deixa de ser o "viabilizador de negócios" para ser visto como um "gargalo". 2. Burnout e Turnover O impacto humano é um dos custos mais altos e menos mensurados. Trabalhar sob pressão constante, sem saber qual tarefa realmente move o ponteiro da empresa, gera ansiedade e desmotivação. O resultado é a perda de talentos qualificados, o que acarreta custos de recrutamento, treinamento e, principalmente, a perda do conhecimento institucional acumulado. 3. Riscos Financeiros e Multas A falta de priorização aumenta a probabilidade de erros. Quando um advogado está sobrecarregado com demandas triviais, ele pode deixar passar uma cláusula de renovação automática prejudicial ou perder o prazo de uma contestação de alto impacto financeiro. O urgente (baixo impacto) acaba atropelando o importante (alto risco). 4. Retrabalho e Ineficiência Processos sem priorização clara costumam ser confusos. A falta de um fluxo definido gera idas e vindas desnecessárias de documentos, comunicações ruidosas entre áreas e a necessidade de refazer trabalhos que não foram bem compreendidos na origem. Por que o jurídico tem dificuldade em priorizar? A resistência à priorização no jurídico costuma ter raízes culturais e estruturais. A cultura do "pra ontem" é alimentada pela falta de dados: sem saber quanto tempo cada tarefa consome ou qual o impacto real de cada contrato, o gestor não tem argumentos para negociar prazos com outras áreas. Além disso, a dificuldade em estabelecer um SLA (Service Level Agreement) claro faz com que o jurídico aceite todas as demandas com o mesmo nível de urgência, independentemente da sua relevância. O ROI da priorização A gestão de prioridades não é apenas sobre fazer mais com menos, mas sobre fazer o que importa. Quando o jurídico define o que é prioritário, ele reduz o ciclo de vida dos contratos, mitiga riscos de forma proativa e melhora a saúde organizacional.  O retorno sobre o investimento (ROI) de uma gestão bem priorizada manifesta-se em contratos fechados mais rapidamente e em uma equipe jurídica que atua como o cérebro estratégico da empresa, e não apenas como seu braço executor. Começar a medir e classificar suas demandas hoje é o caminho para eliminar os custos invisíveis que limitam o crescimento da sua operação.
A análise de contratos vai além da revisão jurídica. Saiba como identificar oportunidades e evitar
Por Juliana Xavier 27 de maio de 2026
A análise de contratos vai além da revisão jurídica. Saiba como identificar oportunidades e evitar prejuízos com uma gestão contratual estratégica e eficiente.